Gestor observando painel de nuvem com alertas de risco e ícones de backup em destaque
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O ano de 2025 ficará marcado como o fim do mito da nuvem “infalível”. Em menos de um mês e meio, três grandes serviços globais, AWS US-East-1, Microsoft 365 e Cloudflare, sofreram interrupções que deixaram milhões de empresas literalmente paradas, com horas de completa indisponibilidade e dias de recuperação parcial. Assistimos de perto empresas brasileiras e internacionais buscarem respostas.

Até a nuvem pode parar.

Durante anos, confiou-se cegamente na tese da nuvem intocável. Acreditava-se que múltiplas zonas de disponibilidade, replicações automáticas e monitoramento 24 horas protegiam contra qualquer falha. Mas esses incidentes de 2025 deixaram uma evidência clara: a responsabilidade pela recuperação dos dados é, no fim do dia, do cliente, não do provedor de nuvem.

Segundo relatório internacional sobre segurança na nuvem, menos de um terço das empresas no mundo todo mantém backups independentes, imutáveis e testados fora do provedor principal. Ou seja, a grande maioria segue exposta: sem plano B, vulnerável a bugs, erros humanos e falhas lógicas capazes de colocar sistemas inteiros fora do ar sem saída rápida.

O prejuízo é palpável. O custo real de downtime para médias empresas já é estimado em US$ 300 mil por hora globalmente, segundo levantamentos recentes. No Brasil, setores regulados chegam a perder milhões por evento, entre multas, paralisações e até processos judiciais. Não bastasse, os créditos fornecidos pelos provedores de nuvem frequentemente cobrem apenas parte do consumo, deixando fora os danos maiores.

O que aprendemos com 2025: três quedas, muitos alertas

Nenhuma infraestrutura é perfeita. Quando analisamos o cenário das grandes falhas de nuvem ocorridas em 2025, a verdade aparece: nenhuma promessa de fornecedor resiste a falhas de software, erros de configuração ou bugs sistêmicos de grandes proporções. Em eventos recentes:

  • Empresas que dependiam exclusivamente de AWS US-East-1 ficaram de 6 a 12 horas sem acesso a dados críticos.
  • Usuários do Microsoft 365 perderam e-mails, arquivos do OneDrive/SharePoint e integrações, com recuperação parcial apenas após 2 dias.
  • E com a onda que afetou o Cloudflare, até aplicações locais interligadas sofreram pelo efeito cascata.

Documentos de prestação de serviço dessas plataformas, em sua maioria, deixam claro: o backup dos dados do cliente é uma responsabilidade exclusiva do cliente. Sem cópia independente, não há garantia de restauração fiel.

Vimos serviços de e-mail, plataformas como Teams, SharePoint, Salesforce, Azure e AWS subitamente expostos, e milhões sem alternativa clara. Perderam-se integrações, históricos e configurações.

Planos de continuidade não podem se limitar à esperança.

Por que backup nativo de nuvem/SaaS não é suficiente

Muita gente confunde alta disponibilidade com proteção real dos dados. Replicar arquivos entre zonas, ou entre regiões, previne falhas de hardware, mas não protege contra falhas lógicas, ataques de ransomware, deleção acidental ou bugs de software que se espalham pela própria replicação.

Três pontos críticos demonstrados em nosso webinar e reforçados por incidentes recentes:

  • Falhas lógicas se propagam rapidamente, ignorando redundâncias técnicas.
  • Nuvem pública raramente oferece recuperação granular e personalizada, restauração é "tudo ou nada".
  • Pouquíssimas empresas brasileiras possuem um plano claro e testado de continuidade operacional.

Esse cenário mostra mais uma vez: backup, recuperação granular e plano de disaster recovery são obrigações do cliente. O setor de contabilidade, por exemplo, sente diretamente esse impacto, e é onde a Altcom atua há 20 anos, ajudando empresas a elevar seu nível de maturidade tecnológica.

O custo invisível da indisponibilidade

O mito da resiliência automática na nuvem está custando caro. Só na indústria europeia, o tempo de inatividade não planejado deve gerar perdas superiores a 80 bilhões de euros, abrangendo falhas mecânicas, eventos cibernéticos e até volatilidade no fornecimento de energia, segundo notícia recente do setor. No mundo dos softwares (ERP, CRM, RH, contábil), incidentes de parada ultrapassam centenas de milhares de dólares, com impactos que seguem dias ou semanas.

Agora, pense: 70% das cargas de trabalho de IA em nuvem estão expostas a brechas não corrigidas, ampliando riscos de vazamento e manipulação de dados sensíveis. Isso deixa claro porque a preparação para 2026 demanda planos mais robustos, parceiros íntegros e processos auditáveis.

Confiar no marketing da nuvem não é estratégia de negócio.

Diferença entre alta disponibilidade e resiliência real

É comum ouvirmos: “mas nossos dados estão em múltiplas zonas, nossos serviços nunca caíram”. A diferença é sutil, mas fundamental:

  • Alta disponibilidade: reduz o risco de parada operacional diante de falhas pontuais de infraestrutura.
  • Resiliência real: oferece capacidade de restaurar dados em versões anteriores, garantir integridade dos arquivos e recuperar rapidamente sistemas em caso de erro lógico, desastre, ataque ou falha de software.

No mundo SaaS, o backup nativo geralmente não cobre necessidade de retenção longa, restauração seletiva ou proteção contra exclusões em cascata originadas por usuários. Daí a necessidade de soluções independentes e auditáveis, como adotamos nos clientes Altcom.

Backup imutável: o que é e como protege contra ransomware

O conceito de backup imutável tornou-se referência quando falamos em proteção contra ransomware e ameaças avançadas. Diferente do backup tradicional (que pode ser sobrescrito ou deletado por ação de malware), o backup imutável não pode ser alterado ou removido até o fim do prazo configurado.

Entre as principais aplicações práticas estão:

  • Prevenção contra destruição deliberada dos arquivos (por ataque ou acidente).
  • Recuperação rápida e granular de dados, sem depender da boa vontade do provedor principal.
  • Auditoria confiável, permitindo provar integridade para fins de compliance e investigações.

Trabalhamos com empresas do segmento contábil que, após sofrerem tentativas de extorsão, implementaram backups imutáveis como camada extra. A resposta foi clara: tiveram a tranquilidade de restaurar ambientes inteiros em minutos, sem perder histórico ou comprometer a operação.

Servidores de backup em datacenter seguro com luz azul

7 razões para agir em 2026 por backups independentes

2026 não pode repetir os erros do passado. Listamos sete motivos para gestores agirem já:

  1. A nuvem caiu em 2025, e pode acontecer de novo.Falhas em múltiplos provedores mostraram que até gigantes tropeçam.
  2. Contratos SaaS transferem responsabilidade pelos dados para o cliente.Já leu seu contrato do Office 365, Salesforce, ERP Cloud? Se houver desastre, o backup sério é sua obrigação.
  3. Bugs e falhas lógicas não respeitam redundância geográfica.Erro de software ou exclusão acidental podem replicar instantaneamente, apagando tudo de todas as regiões.
  4. Créditos restituídos por downtime cobrem só o consumo, não o prejuízo operacional ou multas regulatórias.Nem sempre haverá compensação para perdas reais.
  5. Vazamentos e ataques em nuvem triplicaram, e 70% das operações apresentam vulnerabilidades conhecidas e ainda não corrigidas.Os ataques são cada vez mais sofisticados, não podemos ignorar estatísticas.
  6. Backup independente corta riscos, permite testagem regular e garante restauração confiável e auditável.Ter soberania sobre cópia e recuperação é a única forma de garantir continuidade real.
  7. Clientes exigem previsibilidade, relatórios e compliance.Seus parceiros, principalmente em contábil, jurídico e financeiro, esperam resposta rápida, evidências e transparência diante de incidentes.

Perceba como a discussão sobre segurança de dados está cada vez mais associada à reputação do negócio. Uma empresa que não cuida da recuperação não transmite confiança.

Estratégias práticas: construindo resiliência no próximo ano

Com base na experiência da Altcom e nos aprendizados de 2025, recomendamos aos gestores algumas iniciativas práticas:

  • Faça auditoria dos contratos SaaS e cloud, entendendo as limitações do que está realmente protegido.
  • Implemente backup imutável e independente, fora da infraestrutura principal e testado periodicamente.
  • Desenhe planos de disaster recovery realistas, simulando cenários de perda total e restauração de ambientes em minutos.
  • Avalie sua arquitetura de conectividade, backups precisam ser acessíveis mesmo se a nuvem primária falhar.
  • Capacite o time interno e envolva parceiros como a Altcom para diagnóstico, implementação e monitoramento contínuos.

Com uma política clara, alinhada à estratégia de negócio, a recuperação não será exercício teórico, mas rotina validada. Resiliência, em 2026, exige planos concretos e parceiros que jogam junto.

Motivos técnicos que mostram: SaaS não é backup real

É tentador pensar que “meus dados ficam salvos porque uso SaaS”. Porém, até os termos de serviço dos maiores fornecedores explicitam que:

  • Recuperação nativa tem retenção curta.
  • Deleções em cascata (de usuários, pastas, caixas de e-mail) podem ser irreversíveis em poucos dias.
  • Recuperação por ticket depende da fila do suporte e não dá garantia de prazo.
  • Customização da recuperação (por arquivo, e-mail, metadados, configurações) praticamente não existe fora de soluções dedicadas.

A maturidade em backup vai além do básico. Em posts anteriores, detalhamos nuances técnicas para alinhar recovery a requisitos operacionais, principalmente nos segmentos mais regulados.

A diferença que um parceiro faz

Na Altcom, nossa experiência ao suportar empresas contábeis e reguladas mostra diariamente: “quem já passou por um downtime crítico nunca mais esquece do valor de um plano B preparado e de um backup testado”. Com nossa metodologia Altcom 365, aliamos prevenção, recuperação ágil e acompanhamento dedicado, sempre ao lado do cliente, ouvindo suas particularidades e ajustando processos.

Parceria é presença e resposta, não apenas contrato.

Reforçamos sempre: resiliência digital não é uma promessa técnica, mas um compromisso de gestão. No cenário de 2026, mais do que nunca, empresas que agirem agora terão maturidade operacional, ganhos competitivos e confiança dos clientes quando precisarem.

Equipe de TI analisando plano de recuperação de dados em ambiente corporativo

Como avançar? Seu próximo passo começa agora

Se 2025 ensinou algo, foi que confiar sem revisar, sem testar, sem questionar é arriscado. Em 2026, só existirá segurança real com backup independente, plano de recuperação robusto e parceiros que estejam junto na prevenção, resposta e evolução. A Altcom está pronta para apoiar profissionais que buscam elevar sua maturidade tecnológica com suporte, consultoria e soluções sob medida em TI, Segurança da Informação e Cloud Microsoft 365.

Conheça nossas recomendações práticas para proteger dados e avance em direção à resiliência digital. E, para escolher o melhor tipo de backup para cada realidade, local ou em nuvem, orientamos comparar metodologias e experiências, como discutimos neste artigo. Para saber mais sobre as tendências e soluções em nuvem, siga acompanhando nossa cobertura em cloud computing.

2026 é o ano da ação, sua empresa está pronta para proteger o que tem valor?

Perguntas Frequentes: Backup em Cloud/SaaS

O que é backup em cloud/SaaS?

Backup em cloud/SaaS é a prática de criar cópias dos dados das aplicações hospedadas em nuvem, como e-mail, arquivos colaborativos, ERPs e CRMs, e armazená-los em um ambiente independente do provedor principal. Assim, os dados podem ser restaurados mesmo diante de falhas ou ataques que afetem o serviço original.

Como funciona o backup em nuvem?

Funciona por meio da replicação periódica de dados das plataformas SaaS (por exemplo, Microsoft 365, Google Workspace, Salesforce) para um ambiente externo, protegido e configurado com política de retenção própria. O backup pode ser automático, imutável e permitir restauração granular (por arquivo, usuário, tempo específico), proporcionando controle e autonomia ao cliente.

Vale a pena investir em backup SaaS?

Sim. Investir em backup SaaS garante que sua empresa consiga recuperar dados mesmo em falhas graves, ataques de ransomware ou erros humanos. O investimento reduz o impacto de indisponibilidade, previne custos com multas e paralisações, cumpre exigências regulatórias e aumenta a confiança perante clientes e parceiros.

Quais são as vantagens do backup em cloud?

As principais vantagens incluem: restauração rápida e precisa dos dados, proteção contra falhas sistêmicas e ataques, retenção adequada para auditoria e compliance, possibilidade de testagem frequente sem afetar a produção, e redução de riscos operacionais. Ter um backup em cloud permite reação imediata em incidentes críticos, protegendo o negócio.

Quanto custa um backup em nuvem?

O custo depende do volume de dados, da frequência das cópias, do grau de retenção e das funcionalidades (como backup imutável, granular, automação). Normalmente é cobrado por gigabyte/terabyte protegido ao mês. Apesar de representar um investimento adicional, o valor é pequeno quando comparado ao prejuízo potencial de indisponibilidade ou perda de dados.

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Altair Correa

Sobre o Autor

Altair Correa

Altair Correa atua há mais de 20 anos no mercado de tecnologia, dedicando-se ao desenvolvimento de soluções inovadoras em TI. É especialista em gestão, suporte técnico, segurança da informação e consultoria estratégica, com paixão por construir relações duradouras e entregar eficiência aos clientes. Altair acredita no poder da tecnologia personalizada e segura para transformar empresas, prezando sempre pela proximidade, confiança e excelência nos resultados entregues. "Em movimento, com propósito.”

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